Quem se lembra das brincadeiras de infância?

Gastamos a maior parte da nossa infância brincando. É geralmente do que mais temos saudades, pois quando crescemos não sobra tempo para isso – o trabalho, o estudo, os projetos e as responsabilidades tomam conta do nosso dia a dia.

A hora do brincar é muito importante para o desenvolvimento físico e cognitivo das crianças. Quem é egresso da Coopec deve lembrar como a escola dá valor às brincadeiras. Você se lembra das brincadeiras de infância? Qual era a sua favorita?

Listamos as brincadeiras mais divertidas que marcaram época e continuam fazendo o maior sucesso entre a criançada:

  • Pique-esconde: a famosa brincadeira junta corrida e esconderijo. Enquanto um conta no “pique”, os outros correm para se esconder. O desafio é achar os “escondidos” e não deixar que eles cheguem no pique. Quem não se lembra da célebre frase: 1,2,3…lá vou eu!;
  • Pega-pega: brincadeira de corrida super dinâmica, onde um fica responsável por correr atrás dos outros e quando “pega” alguém, todos passam a correr daquele;
  • Corda, peão, elástico, iô-iô: brinquedos que agradavam aos meninos e às meninas e proporcionava a maior bagunça entre eles;
  • Jogo da Vida, Banco Imobiliário e War: quem nunca jogou esses clássicos? Existem até hoje e mesmo com a expansão dos videogames e jogos eletrônicos, ainda fazem o maior sucesso.
  • Polícia e ladrão: uma das melhores brincadeiras para juntar a turma toda. A brincadera é uma espécie de pique-esconde em que os grupos de dividem entre mocinhos (polícia) e bandidos (ladrões). A função dos “policiais”, assim como na vida real, é capturar prender os criminosos! Pura diversão!

E você? Conte para a gente do que costumava brincar com seus amigos no Colégio!

Juliana: “aprendi a ler e a ser crítica na Coopec”

A Juliana Bressane Dias é egresso da Coopec e se formou no 3º ano do Ensino Médio em 1997. Em sua lembrança estão as inesquecíveis viagens pedagógicas, o Showpec e os eventos e feiras culturais que contavam com grande participação dos alunos. Lembra também da famosa Festa Junina da Coopec, que suas amigas de outras escolas sempre queriam participar.

Juliana conta que adorava Literatura em seu tempo de Coopec, assim como gostava dos professores Marcelo Ennes (História), Plíno (Biologia), José Maria (Biologia), Profº Clauclau (Cludecir – Física), Simone (Literatura) e Clara (Redação). Dos amigos, diz que tem muito deles nas redes sociais, e com alguns conversa até hoje. Lembra com carinho principalmente dos apelidos dos colegas: Lambari, Negão, Minduim, Ban-Ban, Mutuca – alguém se lembra deles?

A Coopec dá saudade, segundo Juliana, porque foi lá que ela aprendeu a gostar de estudar. “Aprendi na Coopec a ler, a ser crítica e a não aceitar tudo o que me era imposto. Tenho saudade da rotina de ir à escola, das amizades, da expectativa de qual profissão iria escolher, de poder sonhar mais”, diz.

Hoje, Juliana é enfermeira formada pela Famema (Faculdade de Medicina de Marília), e tem pós-graduação em Saúde Pública pela Famerp (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto). Trabalha com Vigilância Epidemiológica e Sanitária na Secretaria de Saúde de Olímpia (SP) há 8 anos. Juliana tem um filho que também estuda numa Cooperativa de Ensino naquela cidade, pois sempre se preocupou com os valores culturais, numa escola qualificada e não muito elitizada.

Juliana Bressane Dias- egresso da Coopec – turma de 1997.
Juliana está no Facebook: https://www.facebook.com/juliana.bressanedias

O que é ser egresso?

O bom filho à casa torna. Conhece essa expressão?

É assim que as escolas veem seus alunos formados. Bons filhos que não perdem o vínculo, mesmo depois que se formam ainda são parte daquela escola, são egressos dela.

Boa parte da história de um lugar pertence às pessoas que o construíram. Quem constrói uma escola? São os alunos, ex-alunos, funcionários, professores, egressos, diretores – até mesmo o sorveteiro que passava às vezes por lá! Todos fazem parte da memória das pessoas, e essa é difícil de apagar.

O aluno egresso é tão importante quanto aquele que ainda vai ingressar ou que já está no grupo. Ele é um parâmetro. É através das experiências e relatos dos egressos que as escolas percebem como realmente são e o que vêm construindo.

Ser egresso é sempre ser aluno! É saber que sempre que quiser voltar, as portas estarão abertas!

Casal de egressos!

Gabriela Zuvela estudou na Coopec desde a abertura da escola, em 1992. Ela entrou na sexta série do ensino fundamental e se formou no terceiro ano do ensino médio, em 1998. Das atividades que mais gostava, Gabriela lembra com saudade da Feira de Ciências, das aulas nos laboratórios, treinos de educação física, do Showpec – grande preferido dos egressos – e das Infantíades, onde disputava nos concursos de dança e pegava boas colocações.

Gabriela também lembra de suas professoras do coração, a Mariângela de matemática e as professoras Regina e Patrícia, de inglês. “Devo à Coopec a minha formação. Amei estudar lá. Tenho saudade de tudo. Tempo bom em que a única preocupação era tirar boas notas, participar de atividades em grupo, estudar.”

Ela estudou Turismo em Águas de São Pedro e hoje é chefe de equipe das aeromoças da TAM. É casada, tem uma filhinha de 1 ano e 1 mês e está à espera de outro bebê!!

E sabe o que é o mais legal? Gabriela casou com Luiz Octávio Cavalheiro, o Naroga, nosso egresso também! Eles começaram o namoro na escola, mas durou pouco porque na época eram muito jovens. Mas, o amor brotou de vez, e em 2001 se reencontraram e estão juntos até hoje! Naroga é primeiro Tenente da PM e está trabalhado em Santo André.

A família está voltando para Rio Preto e estão cheios de vontade de relembrar seus momentos de Coopec.

Gabriela Zuvela – egresso da Coopec- turma de 1998

Gabriela Zuvela está no Facebook: http://www.facebook.com/gabriela.zuvela

Escola: um lugar chamado saudade

A escola é um lugar “feliz”. Ora, basta ouvir tocar o sino do recreio para ver crianças correndo, batendo bola, falando alto e dando risada. Mas também a sala de aula é um espaço alegre, principalmente quando saímos da escola e percebemos como eram poucas e boas as responsabilidades.

E as grandes amizades daquela época? Os professores, funcionários da escola, bibliotecários, o pessoal da secretaria, manutenção, limpeza… eles também eram amigos dos alunos e ajudavam sempre que podiam, com auxílio nas matérias, nos problemas da vida e dando conselhos. Quantos já foram pegos chorando no banheiro e ganharam colo das funcionárias por causa disso? Muitos!

Também podemos lembrar, com saudade e alegria, dos eventos que tinham na escola. Dia da Família, carnaval, Showpec, Infantíades… quando, na vida adulta, voltamos a comemorar o Dia da Família? Você deve estar pensando: nunca mais! Mas, na escola, comemora-se todo ano!

Voltar à escola é sempre bom. Lugar de aprender, brincar e recordar!

Quem se lembra das Infantíades? O Júnior se lembra!

O Júnior, José Roberto Morano Júnior, estudou na Coopec desde que ela foi fundada. Entrou no primeiro ano do Ensino Infantil e se formou no terceiro ano do Ensino Médio. Aluno aplicado, no quinto ano do Ensino Fundamental ganhou das mãos do prefeito a “Láurea Estudantil”, como melhor aluno da cidade. Foi um grande orgulho para a Coopec.

Lembra com saudade das Infantíades, jogos escolares que aconteciam na Coopec, dirigidos pelos professores de educação física Hugo, Andréia, Padovez e Valtinho. Fã de esportes, Júnior disputou pela escola torneios de futsal, basquete, vôlei, ginástica artística e xadrez. Conta que ficou um ano fora da Coopec, mas mesmo assim, passava sempre na escola para ver os amigos, treinar e disputar campeonatos com o time de vôlei. No campeonato inter-classes recorda do Long Dong’s, seu time de futsal.

O amor pelos esportes, cultivado na Coopec, o fez prestar Ciência do Esporte na Universidade Estadual de Londrina (UEL), em 2005, e após se graduar, fez MBA em Administração na Unirp, em Rio Preto.

Depois de formado, foi morar em Luis Eduardo Magalhães (BA), onde atualmente é coordenador de esportes do município e também personal trainer em um SPA.

Do seu tempo de Coopec, Júnior diz: “A Coopec me ensinou, além das matérias normais que se aprende em qualquer escola, a amizade, o companheirismo, a acreditar em nossos sonhos, na autoconfiança, e principalmente a acreditar sempre em quem somos e de nunca mudar nossa essência, mantendo sempre a humildade e o respeito ao próximo. Os inspetores Cidinha, Reinaldo e principalmente Ailton, que mesmo depois de três anos que formei na Coopec, me ligou enquanto estudava em Londrina para me parabenizar pelo meu aniversário! É esse tipo de coisa que faz valer a pena ter estudado lá! Fiz muito mais que amigos, fiz irmãos!”

José Roberto Morano Júnior, egresso da Coopec – turma de 2003

Júnior está no Facebook: https://www.facebook.com/junior.morano.5

Quanto tempo dura a amizade?

Segundo Mário Quintana, consagrado escritor porto-alegrense, “a amizade é um amor que nunca morre”. Embora às vezes nossas escolhas e destinos nos levem para longe dos nossos amigos – aqueles de infância, de escola, que cresceram conosco – é quase inexplicável quando os reencontramos, aquela sensação mútua de: “não mudou nada”.

A amizade é algo duradouro por natureza. Guardamos, às vezes um, às vezes muitos amigos do peito. Quem não gosta de ter alguém pra contar os causos, “chorar as pitangas”, se divertir e dividir as boas coisas da vida?

Com os bons e velhos amigos relembramos as melhores coisas do passado, dos tempos de colégio, das brincadeiras e acontecimentos que antigamente eram tão importantes e que no presente não passam de histórias engraçadas.

Quando dividimos nossas histórias, valorizamos nossa memória e cultivamos, cada vez um pouco mais, aqueles amigos que nos são tão caros.

“A amizade duplica as alegrias e divide as tristezas”, já dizia Francis Bacon, filósofo inglês. Pode ser, sim, para vida toda!